Ensino Médico


Os califas se tornaram defensores ardorosos das escolas e da ciência. Nas escolas médicas as principais matérias eram filosofia, teologia e matéria médica. Também eram estudadas matemática, química e física, que se tornaram a principal paixão médica, fazendo com que a medicina voltasse a ser hipocrática, ou seja, baseada na experiência e na lógica.

Muitas escolas médicas foram criadas, todas ligadas aos grandes hospitais de então. Gundishapur foi desenvolvida pelo califa al-Mansur (765-769) e principalmente pelos descendentes de Harum al-Raschid (763-809). Estes mesmos califas elevaram a escola de Bagdá como principal centro científico. Logo se desenvolveram escolas médicas em Samarkand, Ispaan, Damasco e Cairo. Eram construídos pavilhões em torno dos hospitais, com enfermarias especiais, ambulatórios, habitações para mestres e alunos, bibliotecas, etc.

O ensino na Andaluzia teve as mesmas diretrizes, a escola de Córdoba, fundada em 960, foi o maior centro de cultura espanhola, com mais de trezentos mil volumes. Também como ocorreu no Oriente, logo novas escolas surgiram, Sevilha, Toledo e Murcia.

Em todo o território dominado pelo islã o hospital era dirigido por um médico, que comandava outros médicos e dava aulas para estudantes. Estes somente eram considerados médicos após um exame minucioso, que somente poderia ser realizado após anos de estudos regulares.

Somente por abusos é que a medicina era exercida por empíricos e charlatães. Para se assegurar disto foi criado um departamento de fiscalização das profissões, o Hisba. Onde o Muhtasib, chefe deste departamento, fiscalizava os médicos, cirurgiões, dentistas e vendedores de perfumes. Tinha a função de verificar se os que exerciam a medicina tinham conhecimento suficiente.

Grandes bibliotecas eram fundadas nos pavilhões que cercavam os hospitais, em Bagdá, Ispaan, Cairo, Damasco e Andaluzia. A biblioteca da Andaluzia, fundada em 960 por al-Hakan II, possuía muitas centenas de milhares de livros.

O conhecimento árabe ensinado nas escolas médicas, foi uma junção dos conhecimentos persa, caldáica, hindu, chinês e grego antigo. Este último baseado em Hipócrates, Galeno, Dioscórides, Oribasio, Alexandre de Tales, Paulo de Égina e principalmente Aristóteles. Mas à todo este conhecimento as contribuições originas são inúmeras.

As matérias médicas, como saúde pública técnica cirúrgica e terapêutica foram amplamente enriquecidas. O olhar científico da farmácia se iniciou com os árabes, e isto se deveu à uma inclinação especial para a química e abundância de drogas no Oriente.