Médicos


Os médicos árabes começaram a adquirir relevo, apenas com o aumento de importância de cidades como Alexandria e Gundishapur, no início os médicos praticantes eram cristãos ou judeus. Não há registros que neste período inicial, tenha havido qualquer prejuízo para a população muçulmana. O próprio profeta Muhamad foi cuidado por médicos que não-crentes.

Apesar de existirem curadores que não possuíam nenhum tipo de formação médica, já no início do século X nos califados de Bagdá e do Ocidente, ficou proibida a prática médica por qualquer um que não passasse por um exame rigoroso. Estes exames eram realizados pelos grandes mestres da época, depois de um período de aprendizado, onde os estudantes freqüentavam centros de estudos e hospitais.

Academias, escolas e bibliotecas, onde se ensinava a medicina aliada à filosofia e ciências naturais, foram fundadas em todo o mundo islâmico; ligadas ou não às mesquitas e hospitais. Em Gundishapur, a medicina ensina era o resultado da fusão entre as medicinas árabe, nestoriana, bizantina, judaica, chinesa e indiana.

As mulheres possuíam um papel extremamente importante dentro da medicina árabe, assim como entre os gregos e romanos. A prática da obstetrícia e da ginecologia era reservada às mulheres, com a intervenção do médico apenas nos casos mais complicados.

Podemos dividir a medicina árabe em três períodos distintos, cada qual com suas características e médicos próprios.