Primeiro Período


O primeiro período da medicina árabe se concentra nos três primeiros séculos após a Hégira (750-900), onde houveram poucos textos originais, todos parecendo estar presos aos antigos escritores clássicos. Este período foi baseado em quatro vertentes distintas que se mesclaram: as antigas tradições das tribos árabes do deserto; as novas diretrizes funcionais do Corão; os textos da medicina grega de Aristóteles e as correntes egípcias de Hiparco e Ptolomeu.

Os principais médicos deste período são:
Jorge Baktischú;
Harrân;
Masargiawath;
Mesue, o velho;
Johannitius,
Serafion, o velho e
Ali Ibn Raban al-Tabari.

Os links acima irão te levar às Páginas dedicadas aos respectivos médicos. Nestas, você encontrará textos referentes à vida e obra de cada um.

Espero que não se decepcione com a simplicidade destas, em alguns casos à apenas curtas referencias. Se você possuir mais informações à respeito de qualquer um deles, agradeceria a gentileza de me enviar, que logo atualizarei a Página.





Jorgis Bakhyashú, no Ocidente Jorge Baktischu


De uma família nestoriana, que desenvolveu uma tradição de médicos da corte, no total foram sete médicos dos quais o mais importante foi Jorgis Bakhyashú que formado em Gundishapur, se tornou médico chefe deste hospital. Em 765 foi recebido com honras pelo califa al-Mansur, e mais tarde se tornou médico particular do califa Harum al-Raschid. Foi um representante da medicina hipocrática.

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Sinan Qurrah, no Ocidente Harrân


Membro de uma família com longa tradição de formação médica, foi tradutor e médico excepcional, responsável pelo combate às epidemias no califado, foi o fundador do Hospital de Bagdá em 918. Era um dos examinadores das bancas que outorgavam o direito aos candidatos à clinicar, chegou à examinar 860 candidatos em um dia.

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Masargiawath


Médico persa da Dinastia Omíade, foi o responsável pela tradução do Pandectæ medicæ do siríaco para o árabe, que tinha sido traduzido do grego para o siríaco pelo médico sírio Asharon. Esta foi a primeiro obra grega a ser traduzido para o árabe, sendo citada inúmeras vezes pelos médicos árabes, principalmente Rhazes.

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Yuhanna Yahia Ibn Masawayh (?-857), no Ocidente Mesue, o velho


Também chamado de Johannes Damascenus ou João de Damasco, sírio cristão, exerceu a medicina na cidade de Bagdá, foi o primeiro escritor sírio que se utilizou da língua árabe em vez do siríaco ou do latim. Autor de diversas obras, principalmente sobre dietética e ginecologia, das quais a mais famosa é seu Aforismos, que foi largamente traduzido no Ocidente.

Médico particular do califa al-Mamun, que em 830 coloca-o como o diretor de uma escola de tradutores, com o objetivo de traduzir uma série de manuscritos gregos adquiridos na Ásia Menor e no Egito.

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Hunain Ibn Ishâq (809-873), no Ocidente Johannitius


Nestoria nascido em Hira, na Mesopotâmia. Foi discípulo de Mesue, o velho, graças às suas traduções dos textos gregos e ao seu pensamento filosófico foi considerado o médico mais ilustre e o cientista mais famoso do Islã.

Considerado o maior erudito árabe da língua grega, e tradutor por excelência. Realizou a tradução de mais de 200 textos do grego para o siríaco e o árabe, sendo o criador de grande parte dos termos técnicos e científicos árabes, termos estes que foram utilizados nas traduções medievais latinas.

Tradutor oficial do califa al-Mutawakkil, traduziu todo o Corpus Hipocraticum, todos os textos de Oribasio e Paulo de Egina, os textos de farmacologia de Dioscórides e vários textos de Aristóteles. Mas não se deteve apenas em traduções, também foi o autor de mais de 100 textos originais, cujos principais foram: Dez dissertações sobre o olho, Quoestinoes Medicæ, este último um manual de perguntas e respostas.

Teve discípulos Ishâq, seu filho e Hubaisah, seu sobrinho. O primeiro foi o tradutor de muitos textos filosóficos importantes para o árabe, e o segundo o responsável pela tradução dos textos em siríaco de Hunain para o árabe.

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Yuhanna Ibn Sarabiun, no Ocidente Serafion, o velho


Sírio de origem cristã, freqüentemente citados pelos médicos da Renascença devido seus trabalhos originais que foram traduzidos para o latim por Gerard de Cremona. Foi autor de vários textos originais, entre eles seu Aforismos, em 12 tomos , adotado como manual pelas escolas médicas e universidades no Ocidente.

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Ali Ibn Raban al-Tabari


Cristão nascido na Pérsia e convertido ao Islã. Autor de vários textos originais, onde merece destaque Firdaus-ul Hikmut (O Paraíso da Sabedoria), umas das primeiras enciclopédias médicas, tem capítulos interessantes dedicados à medicina hindu e chinesa.

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